domingo, 10 de fevereiro de 2008

A importância do licenciamento no marketing ligado ao futebol

O licenciamento de marcas esportivas por clubes e atletas a terceiros para que estes vendam produtos e logomarcas já se mostrou o meio mais comum e rentável do marketing esportivo.

Nos Estados Unidos e Europa, onde o setor cresce desde a década de 1980, esse modelo de divulgação é quase um padrão.

No Brasil, muito se faz para o crescimento dessa indústria. No entanto, os exemplos internacionais ainda são os mais eloqüentes.

É o caso dos produtos licenciados com a marca da Copa do Mundo, que geraram um volume de vendas de US$ 2 milhões durante o Mundial de 1998 e um valor que estimasse ser o dobro neste ano. A razão pela qual a indústria do licenciamento ainda engatinha no Brasil é a pirataria.

Com forte incidência de vendas clandestinas no País, as empresas temem investir no setor e ver outros lucrarem com sua marca, já que o "produto pirata" é infinitamente mais barato.

Quando empresas de licenciamento internacionais vêm ao Brasil para conhecer o mercado e observam o número de ambulantes que vendem produtos ligados aos times de futebol ao redor dos estádios, se empolgam com as possibilidades de lucros. No entanto, ao saberem que aquelas vendas não rendem royalties às agremiações, desanimam. O licenciamento é o mecanismo pelo qual uma indústria adquire o direito de uso de determinada marca pra utilizá-la em seus produtos em troca do pagamento de royalties.

Ao lado da indústria cinematográfica, o esporte é o setor que mais lucra com o licenciamento. E, no Brasil, Grêmio e Internacional são os que melhor exploram o setor. A equipe tricolor, por exemplo, tem mais de 42 lojas franqueadas e uma linha de mais de 250 produtos. BibliografiaCARDIA, Wesley. Marketing e Patrocínio Esportivo. Bookman Editora, 2004.
Fonte: Equipe Cidade do Futebol

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