Estudo realizado por Hilton José Gurgel Rodrigues monitorou o desempenho de atletas amadores no interior de São Paulo
Autor: Equipe Cidade do Futebol
Dores nos dentes podem parecer uma situação extremamente corriqueira para pessoas comuns. No âmbito esportivo, contudo, uma simples dor de dente pode ser determinante para prejudicar o desempenho de um atleta e decidir um jogo. Essa inter-relação entre o rendimento e a saúde bocal é o tema de um estudo realizado pelo dentista Hilton José Gurgel Rodrigues, consultor da Associação Brasileira de Odontologia.
"Muita gente pensa que a odontologia esportiva é só o uso de protetores bucais, mas vai muito além disso. O dentista que quer trabalhar com o esporte precisa se capacitar para isso. Por exemplo, precisa saber quais medicamentos podem ser usados e quais podem ser considerados como doping", lembrou Rodrigues em entrevista ao Jornal da Cidade de Bauru.
Como exemplo do quanto os problemas bucais podem influenciar no rendimento de um atleta, Rodrigues citou o caso de um atleta com infecção. Se isso não for tratado corretamente, esse processo pode atrapalhar a recuperação de uma lesão muscular por conta das alterações na corrente sanguínea.Além disso, a falta de cuidados com a dentição pode acarretar em problemas por conta de erros na mastigação ou na respiração de atletas. "A saúde da boca envolve mecanismos que abrangem várias funções do corpo", confirmou o dentista.
Por conta disso, Rodrigues garantiu que a odontologia tem papel fundamental para a garantia do alto nível de desempenho no esporte. "Uma simples dor de dente pode fazer a diferença em um momento decisivo", sentenciou o profissional, que ministrou uma palestra para a comissão técnica do Flamengo no dia 13 de maio deste ano.
Odontologia define contratação
A odontologia, aliás, foi a principal razão para o acerto entre o meio-campista Éverton Severo e o Joinville, anunciado na última semana. Não por conta da estrutura do clube nessa área, mas pela possibilidade de o atleta cursar uma faculdade para se tornar dentista.
Éverton Severo, 29 anos, tinha propostas do Joinville e do Chapecoense. Segundo ele, o motivo para ter optado pela primeira foi a possibilidade de continuar cursando a faculdade de odontologia que o atleta havia iniciado na cidade em que nasceu, em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul.
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