sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

DEPRESSÃO EM ATLETAS.

No próximo Domingo dia 23/12/2007, o entrevistado será o psiquiatra Dr. JOSÉ DE ANCHIETA CRUZ MACIEL. O tema será: DEPRESSÃO EM ATLETAS.

Dr. Anchieta Maciel atende em sua clínica no seguinte endereço:
Rua Monsenhor Bruno, 2133 - Aldeota 60115-191 - Fortaleza - CE
Telefone institucional: (85) 3261-2242
Fax: (85) 3261-2242
Telefone consultório: (85) 3472-1472/ 3272-3011
Celular: (85) 9983-2839
E-mail: mailto:socep@veloxmail.com.br ; anchietamaciel1@uol.com.br

"Uma lesão física num atleta pode levar ao aparecimento de ansiedade, depressão e prejuizos na sua auto-estima, chegando mesmo a proporções clínicas significativas (Crossman , 1985; Eldridge, 1983; Wiese & Weiss, 1987)".

"Os atletas com maior auto-cobrança para voltar a jogar apresentaram maiores índices de depressão, raiva e vigor quando comparados aos atletas que se auto avaliaram com menos cobrança para voltar a jogar (Anais da 58ª Reunião Anual da SBPC - Florianópolis, SC - Julho/2006)".

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O outro lado do atleta
Pesquisas estudam depressão e homossexualismo.

O lema “esporte é saúde” pode ser verdadeiro para os que praticam regularmente uma atividade física apenas com o intuito de manter a forma e de não ficar esbaforido ao ter que subir uma escada. Para atletas de competição, no entanto, a realidade é outra. Cada dia de treinamento exige uma superação de limites e, quando isso não ocorre, o desempenho geralmente é abaixo do esperado. “A Psicologia do Esporte ainda é algo novo no Brasil.

Dirigentes e treinadores preocupam-se muito com o físico de seus atletas, mas ainda revelam despreparo para tratar de questões emocionais ou para lidar com preconceitos no meio esportivo”, aponta o educador físico Afonso Antonio Machado, professor do Instituto de Biociências (IB) da UNESP, câmpus de Rio Claro.Coordenador do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Psicologia do Esporte do IB, Machado, membro da Sociedade Internacional de Psicologia de Esportes, realiza pesquisas com temas tabus no mundo esportivo, como depressão e homossexualismo, que apresentou, em maio de 2001, no Congresso Mundial de Esportes, realizado em Skiathlos, na Grécia. “Nas minhas pesquisas, a maioria dos atletas se queixou do tratamento psicológico frágil que recebe dos clubes para enfrentar as rotinas de treinamentos e jogos, que exigem muita concentração e equilíbrio mental”, alerta.

Machado aponta que 12% das mulheres e 8% dos homens da população mundial apresentam quadros de depressão. Por isso, os treinadores não poderiam ignorar o problema. “É possível identificar a depressão quando certos sintomas, como sentimento de angústia, insônia ou excesso de sono, perda de apetite e pensamento freqüente na morte, são encontrados por mais de duas semanas”, aponta. “O treinador pode observar ainda sintomas como tensão excessiva, choro fácil, irritabilidade e somatizações, como sucessivas dores musculares ou mal-estar gástrico”, comenta.

Um jogador em depressão apresenta desempenho abaixo da expectativa, diminuição da dedicação aos treinos, aumento da freqüência de lesões, isolamento em relação aos companheiros e mudança de comportamento. “Num não-atleta, uma chateação é perfeitamente aceitável, mas, num atleta de alto nível, é preciso ter certeza de que não prejudicará o treinamento”, diz o docente. Após estudar duas equipes de voleibol masculino adulto do Estado de São Paulo, Machado concluiu que as principais causas da depressão são perda de prestígio ou da posição de titular, problemas afetivos e baixo rendimento. “A incidência de transtornos mentais é maior antes de partidas decisivas, após os jogos, independente do resultado, e se agrava com as derrotas”, diz o professor da UNESP.

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INCLINAÇÃOS
Por Oscar D’Ambrosio

Se os atletas depressivos são vítimas de exclusão e preconceito por parte dos colegas no mundo do esporte competitivo, a situação se agrava quando se trata do homossexualismo.

O educador físico Antonio Afonso Machado, do IB da UNESP, câmpus de Rio Claro, entrevistou 218 atletas masculinos, em Jogos Abertos do Interior Paulista, de 1999 e 2000, de modalidades esportivas individuais e coletivas por meio de contatos que se iniciavam no momento da competição e continuavam por meio de cartas ou e-mails.

“Desse universo, 26 atletas confirmaram sua inclinação homossexual e me permitiram discuti-la com a família, que deu a entender que aquela situação era passageira e que mudaria com a maturidade”, conta o pesquisador, que recebeu ainda a confirmação de orientações homossexuais de 11 técnicos de equipes esportivas, seis preparadores físicos e três dirigentes esportivos.

Para Machado, o medo da exclusão, da humilhação e da chacota reforça o preconceito contra o homossexualismo no esporte de competição”, diz Afonso. “Muitos atletas dissimulam suas preferências sexuais. Com medo da discriminação em função do machismo no meio esportivo, da cobrança dos dirigentes e do sensacionalismo da imprensa, assumem papéis heterossexuais para o grupo social externo, mas levam uma vida matrimonial homossexual.”

O medo de perdas salariais, de ser dispensado da equipe e a vergonha de revelar sua depressão ou condição homossexual são apontados pelos próprios atletas como fatores que os levam a não conversar sobre o que sentem ou a esconder a sua preferência sexual. “O diálogo claro e sincero entre a comissão técnica e o atleta é sempre o melhor caminho”, conclui o docente do IB.

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